Arquivo de abril \15\UTC 2012

O tempo passa, a saudade fica.


Os dias passam,  as lembranças ficam,  a saudade aperta. Bem lá no fundo do peito. Vontade que tudo voltasse desde o primeiro instante e fosse exatamente como foi.  Eu não mudaria nada, a não ser a despedida.  Dolorida, difícil, pior do que eu imaginava.  Sensação de perda, de medo, de tudo junto.  Faz parte, o coração conversa conosco às vezes, né?

Mas… isso passa também.  Os muros vão sendo criados, as certezas e coisas vão ficando mais claras a cada dia; o fato de eu querer que as coisas sejam sempre bonitas e encantadoras do jeito que foram, que cada vez seja mais bonito, especial e marcante. Porque são esses primeiros momentos que a gente vai, um dia, bem lá na frente… parar, olhar pra trás e lembrar de cada detalhezinho, por mais besta que pareça.  E sabe, por mais que existam inseguranças e medos que atinjam e passem pela cabeça por vezes, vale a pena arriscar. Só pra ter comigo a paz, boas sensações e sorrisos que você me trouxe.

Quero tudo de volta: abraços, carinhos, sorrisos, conversas, brincadeiras, olhares… TUDO. 🙂 e essa distância, essa dorzinha que incomoda quando a saudade tá acumulada.. faz ter certeza de que, ao menos, é REAL. E isso fará com que fique mais forte, que seja ainda mais bonito e intenso daqui pra frente.. E onde quer que esteja, eu estarei aqui pra apoiar, pra dar a mão, pra sorrir quando seus dias estiverem fechados e esperando ter essas sensações e alegria toda de volta.

Volta? ❤

Mania de grandeza.

Defeito? Qualidade? Meio-termo?
Quanto vale arriscar e seguir pra conseguir o que se quer?
“TUDO”, muitos diriam. “Nossa, que pessoas egoístas e com manias de grandeza. Parecem gigantes em terras de anões, saem passando por cima dos outros só pra algo tão bestinha..”. ERRADO. Alguns, mais acanhados, deixam-se pisotear e não sabem impor suas vontades, e acabam por esconder no fundo gaveta algo que é combustível pra movimentar a si mesmo em momentos duros e de decepções.

Sonhos. Eles são como uma árvore: vão se renovando aos pouquinhos e bem lentamente, criando novas raízes e galhos, esses que acabam por criar alternativas ou dúvidas. Depende da maneira que você enxerga e encara os obstáculos aos quais (caso já não tenha), irá se deparar na sua vida. Quer saber..  Entre um extremo ou outro, eu prefiro arriscar e ver aonde eu vou chegar. Por pior que seja a perda, as dores e os erros, tudo é aprendizado no fim. Bem melhor do que se acanhar e deixar de aproveitar oportunidades que possam passar por você. E podem não voltar, right? É a sensação do “e se…”, nada pior.

Então, por fim, talvez eu seja alguém com mania de grandeza, exista uma gigante dentro de mim encoberta e falseada pelo meu exterior pequeno e frágil. Sei o que quero, do que sou capaz e de onde quero chegar. Desistir não é palavra que sou adepta ou estou acostumada a lidar com. Ao menos, minha mania de grandeza é do bem: não piso em ninguém, não passo por cima de ninguém, mas nenhuma pessoa é capaz de rebaixar o que eu quero ou diminuir a minha vontade de chegar lá.. ou me desencorajar. Quem quiser fazer isso, que faça. Haters gonna hate.

… Mas no fim, eu vou ter que decepcioná-lo(a) com um aberto e sincero sorriso no rosto. Got it? 🙂