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Vida

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A vida é muito estranha. Louca. Imprevisível. Nós nunca sabemos o que esperar. Coisas boas e ruins, lágrimas e sorrisos, tristeza e felicidade, satisfação e descontentamento. Tudo faz parte dela. Todos estamos aqui para sentir, vivenciar e passar por momentos de todos esses tipos, experimentar de doçura e amargura, errar, se arrepender, consertar, melhorar e buscar sempre a felicidade. Afinal, de que importa os outros campos da vida se esse for vazio e escuro?

Seres humanos, meros mortais. Temos a falsa e estúpida expectativa de perfeição. Não existe para nenhum de nós; obstáculos só entram em nosso caminho pra testar o quanto queremos algo e o quanto estamos dispostos por aquilo. Em geral, uma falha, um pequeno momento, uma palavra, pode mudar tudo. Arruinar tudo. Já o contrário não é assim. Nada vem fácil.  ‘Perder’ talvez seja a palavra que, teimosamente, negamos a aceitar e/ou compreender. Talvez porque desistir ou apagar os sonhos seja algo que vai sempre deixar cicatrizes, que, apesar de serem amenizadas e escondidas, não somem realmente enquanto a ferida ainda estiver ali.

Refletir é algo interessante. Vivemos sempre tão “atarefados” que raros são os momentos de pura, simples e tranquila reflexão. E são nesses momentos que balanços da vida, de ganhos e perdas, de metas atingidas e quebradas, erros e acertos, defeitos e qualidades são feitos. Poucos, mas valiosos momentos que olhamos dentro de nós mesmos e vemos o que há de errado pra uma sequência tão grande de dores e tristezas ocorrerem. Será que não valemos a pena? Ou erramos e somos tão culpados que tudo não passa de castigos que a vida lhe aplica como punição? É o que dizem. Que “nossas dívidas e acertos com a vida são previamente pagos. Aqui.”

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Erramos tanto, perdemos tanto tempo e agimos quase sem querer indo em direção à dor e sofrimento. Damos uma importância maior para futilidades e problemas que não vão trazer nada além disso. Dor. Sempre dor. Sendo que, por outro lado, ao fazer isso, a vida vai passando em frente aos nossos olhos, os momentos vão sendo desperdiçados, as pessoas ao nosso redor vão se distanciando e desistem de ficar no nosso caminho. Mais dor e sofrimento é causado. Multiplicado. Tudo por culpa sua. Por sempre termos essa tendência de consertar sempre tudo, mesmo que não mereça nossa atenção. Por nos preocuparmos e exaltarmos demais nossas dores, sem olhar pra dor e incômodo alheio. Por have r um egoísmo ainda que não proposital dentro de si, que faz você desperdiçar oportunidades e vivenciar aquele momento no qual pequenos erros e falhas arruínam tudo. E deixam as cicatrizes eternas.

Apesar de tudo isso, só nesses momentos de reflexão (onde muitas das vezes são provocados por sustos e medos) que a gente consegue enxergar tudo isso, olhar ao nosso entorno e para nós mesmos. Vale a pena mesmo perder tempo com bobagens e desperdiçar o que realmente vale? Embora eu acredite que todos nós, um dia, já tenhamos feito escolhas que causaram arrependimento ou dito e agido de maneira inadequada, quanta(s) segunda(s) chance(s) a vida te dará? Aliás, ela te dará ao menos uma? Palavras e atitudes doem demais, marcam e ferem nosso coração; coração esse que uma vez em pedaços, demora a se reconstruir. Doi, doi, doi.

É péssimo ter uma experiência que te leve a pensar no fim de tudo. Como seria, quem sentiria falta e quem não se importaria, se aqueles que viveram contigo guardariam boas ou más lembranças, desculpariam suas atitudes bobas e lembrariam-se das alegrias. Nesse momento no qual você pensa que tudo poderia ter ido embora, você chora. E só o choro é capaz de definir. Não haveria mais segunda chance de consertar tudo, recomeçar. Nem um novo abraço, olhar, palavras ditas, risadas, lágrimas e horas e horas falando bobagens, mas estando ali. Na presença dos seus amados. Os amados que você talvez não tenha merecido.

… E no fim, a vida passou e você ficou aí, chorando. Cheia de arrependimentos. Esperando pra morrer sozinha.

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E aquilo ainda estará lá, quando olharmos pro horizonte? Será que a vida oferece segundas oportunidades? Será?
E se todos ficassem melhor sem você?
😦